SHAOLIN E O IMPRESSIONANTE PODER DE FAZER O PÚBLICO RIR
Quando Shaolin aparece na TV, ou sobe nos palcos, arregala
os olhos de chinês imitando o cantor Zezé de Camargo, finge a testa mostrando o
lado "safado" do cantor sertanejo Leonardo, ou cria a expressão
facial de Ronaldo Cunha Lima, é difícil o público se controlar. O sorriso é
quase automático. Shaolin é o tipo de humorista que tem o poder de fazer o
público rir com a sua simples presença em palco. A facilidade de criar personagens
colocando forma, sentimento e emoção de artistas ou personalidades famosas, é
uma das características de Shaolin.
Humorista completo, de talento apurado, Shaolin tem o dom de
contar piadas engraçadas naturalmente, além de cantar perfeitamente fazendo o
público muitas vezes o confundir com o artista que ele está imitando.
Atualmente ele faz 65 personagens nacionais e locais. Entre
os personagens que mais tem prazer em fazer e que provocam risos do público,
estão Ronaldo Cunha Lima, o deputado Damião Feliciano, os cantores Zezé de
Camargo e Leonardo, o presidente Lula, o humorista Chico Anísio e a cantora
Joelma da Banda Calypso. Ele garante que 99% dos artistas gostam de suas
imitações.
Uma das proezas criadas por Shaolin, e que recebeu aplausos
dos apresentadores Fausto Silva e Carlos Alberto da Nóbrega foi uma paródia
inspirada numa das músicas do tenor Luciano Pavarotti. Pouca vezes uma paródia
com palavras típicas do Nordeste, fez tanto sucesso no Brasil.
As aparições na TV, aliás, foram essenciais para a
consagração do artista que hoje goza do prestígio dos grandes humoristas do
Brasil. Shaolin foi parar na tela da TV graças a um amigo que o viu imitar o
cantor Leonardo em "apresentação" feita em frente de um bar
campinense em 1997. O público aplaudiu e o amigo também. Empolgado pelos
elogios, Shaolin gravou uma fita com o amigo Vicente Teles que é
compositor do Rio de Janeiro. Vicente teve a liberdade de levar a fita para a
produção do Domingão do Faustão. Um outro amigo de Shaolin, conhecido por Brito
que era um garçom do restaurante Manuel da Carne de Sol, também teve acesso a
cópia da fita, e enviou para Carlos
Alberto de Nóbrega. O apresentador de “A
Praça é Nossa” chamou então Shaolin para ter uma participação na Praça, que na
época era exibida aos sábados no SBT. Shaolin
apareceu em rede nacional fazendo o papel de um bêbado. A produção da
Praça é Nossa aprovou a participação meteórica do paraibano, e oito meses
depois o chamou de volta, desta vez para integrar definitivamente o elenco da
praça.
As portas do sucesso estavam se escancarando.
Shaolin ficou três meses no SBT sem contrato até que um dia o apresentador
Faustão estava assistindo o programa e mandou chamar o humorista para conversa.
"Eu cheguei lá e fiz um teste gravando e Faustão disse que me queria ao
vivo. Ai eu suei frio, gelado e quente e logo em seguida recebi a noticia que
eu deveria passar no Departamento de elenco do senhor André Dias e na mesma
hora veio um crachá na minha mão com um contrato de dois anos com um salário
espetacular que eu nunca tinha visto aquilo", recorda Shaolin ainda
emocionado. O ano era 1999 e o mês setembro quando Shaolin deu o mais
importante golpe de mestre de sua vida.
Quase dez anos depois, ele relembra com emoção o dia em que
assinou o contrato com a Globo. "Naquele
momento me deu vontade de chorar", disse. A alegria foi tanta que
Shaolin sentiu uma vontade incontida de pegar o telefone, ligar para a sua casa
contando a novidade. Ele havia sido contratado pela Globo e queria espalhar a
notícia para toda Campina Grande.
Depois das primeiras passagens no Domingão do Faustão,
Shaolin logo ficou famoso. A Folha de São Paulo em uma de suas manchetes, o
chamou de chinês paraibano muito engraçado
que faz páreo com Chico Anísio e Tom Cavalcanti. A comparação com dois dos mestres do
humorismo brasileiro envaideceu Shaolin.
A revista Isto É também publicou reportagem sobre o paraibano,
chamando-o de um humorista genialmente
indisciplinado que da noite para dia se
transformou numa celebridade no Domingão do Faustão. Naquele ano, Shaolin
passou então a ser usado para alavancar o ibope do Faustão nas tardes de
domingo.
Após ser contratado pela
Rede Globo e aparecer no Domingão do Faustão, Shaolin conheceu de vez a
fama e o sucesso. Os shows nos teatros
se tornaram mais freqüentes. As vaias do passado deram lugar a aplausos
e risos. Em Campina
Grande ele chegou a fazer até 06 shows por temporada, 02 por
dia, antes de ir para a Globo. O cachê também havia aumentado.
Hoje, com a carreira consagrada, Shaolin é humorista do Show
do Tom na Rede Record, e contracena com verdadeiros "magos do riso"
nacional como Tiririca, Pedro Manso e o inconfundível Tom Cavalcanti.
A dureza da infância do senhor do sorriso
Quem vê o humorista Shaolin sorrindo,
esbanjando alegria e sempre de bem com a vida não tem idéia das privações e
dificuldades que ele enfrentou no passado. Antes de se transformar em Shaolin,
e fazer todo o país sorrir com suas piadas e imitações, Francisco Josenilton
Veloso amargou o sofrimento. Vindo de uma família pobre, Shaolin chegou a
passar fome. Aos 12 anos, ele saiu na mídia local pela primeira vez, só que
numa situação bem diferente de hoje.
Eram dias difíceis, e de prato vazio, e muitas privações..
Muitas vezes ele acordava com fome e não
tinha sequer café para tomar. No almoço faltava comida, o mesmo acontecendo no
jantar. O garoto Francisco Josenilton ia dormir como acordou: com o estômago
vazio.
A dor, a miséria e a vida dura de Shaolin foram traduzidas
em uma foto publicada em um dos jornais de Campina Grande. A reportagem
intitulada “Familiares de Militar Passam Fome”, mostrava o sofrimento das
famílias pobres da cidade e apresentava o garoto pobre, magro e sem muita
perspectiva de vida. Estavam na foto além de Shaolin, seus irmãos Josevaldo,
Joverlaine e Joseane e sua mãe sentada em uma cadeira de balanço, fumando um
cigarro com olhar triste, reinvidicando os seus direitos. Com a ingenuidade peculiar
das crianças, Francisco Josenilton sentiu um inexplicável orgulho em ver sua
foto no jornal.
Se hoje, quando já atingiu a fama, conquistou prestígio,
respeito e certa estabilidade financeira, Shaolin aparece na TV para fazer o
público rir, no passado, ele fez as pessoas chorarem. "Eu me olhei na
época no jornal e mesmo com fome, me senti orgulhoso. De qualquer forma eu
estou no jornal", revelou o humorista. Por trás daquela aparente
ingenuidade havia um motivo maior para fazer aquele garoto pobre e de infância
sofrida, sentir orgulho de si mesmo. Ele poderia ter usado a fome, a desgraça,
a miséria, como desculpa para enveredar pelo mundo do crime. Mas não. Preferiu
tomar outro rumo, e vencer na vida com seu talento e muita força de vontade.
Filho do policial militar José Veloso e da Assistente Social
Elita Lacerda da Silva, Francisco Josenilton, ou simplesmente Shaolin, nunca
reclamou da vida. Mesmo no sofrimento, procurava ver nas coisas simples a
beleza da vida, e assim, ter um motivo
para sorrir e fazer desabrochar nas pessoas um sorriso ao invés de lágrimas.
"Até completar 26 anos eu não tinha TV em casa". A
única TV onde ele assistia era um aparelho velho e preto e branco emprestada de
um amigo. "Então toda minha infância, adolescência e toda minha juventude
até 26 anos foi de muito sofrimento. Mas nunca ninguém me viu chorando pelos
cantos, pedindo pelos cantos e acima de tudo murmurando - reclamando da vida -
que é uma coisa que eu detesto. Eu sou o dono das minhas oportunidades".
Dificuldades financeiras fizeram Shaolin abandonar estudos
cedo
As dificuldades financeiras impediram Shaolin de avançar
nos estudos mas foram decisivas para ele enfrentar com persistência e muita
força de vontade as adversidades da vida e se tornar um vencedor. O humorista
que estudou no colégio Raul Córdula e
depois no Colégio Alfredo Dantas, teve que abandonar a sala de aula no terceiro
ano no CAD, para trabalhar e começar a construir seus sonhos.
Ele precisava transpor barreiras, conquistar novos sonhos e
enfim, ver seus sonhos se transformarem em realidade. Antes
de deixar a sala de aula fez um juramento a seus professores e colegas de
classe: um dia voltaria realizado e para trabalhar. Ele conta que abandonou os estudos porque precisava trabalhar
para ganhar dinheiro e assim, ajudar o
pai a comprar comida para os irmãos que eram menores.
A época de colégio foi difícil, conforme relembra o próprio
Shaolin sem sentir vergonha. Ele tinha vontade de ir para as festas realizadas
no Forrock, mas não tinha condições de comprar o ingresso. Nas vezes que
conseguia freqüentar uma festa, tinha que usar a camisa emprestada do vizinho.
Só ia calçado com o único e inseparável kichute.
O maior exemplo de superação e que motivou Shaolin enfrentar
os desafios da vida e se tornar um vencedor, foi a sua mãe Elita. Ele revela
que sua mãe foi um exemplo de superação. Nela ele procurou se espelhar. Mesmo
diante de toda dificuldade, Elita
conseguiu concluir um curso na universidade trabalhando a ferro e fogo,
dando prova de que era uma vencedora.
Shaolin ainda sonha em voltar à sala de aula e concluir seus
estudos. Para isso, ele sempre lê muito e vários estilos como: filosofia,
romance e história geral. Como o tempo virou adversário, ele só lê nas horas
vagas, ou quando está viajando. "E meu desejo é fazer um curso aqui e
outro fora do Brasil", revelou.
Antes ficar famoso e colocar todo o país para rir com suas
imitações, Shaolin trabalhou como desenhista, inclusive sendo o responsável
pelo desenho do convite de uma das primeiras festas organizadas pelo editor
desta revista. O humor já estava correndo nas veias. Ainda muito jovem ele trabalhou como cartunista, grafista,
chargista e caricaturista. Tentou então fazer carreira de cartunista, ou
artista plástico, mas depois resolveu investir no sonho de virar humorista de
televisão.
Um desconhecido de Campina que ganhou fama nacional com
muita luta
Antes de enveredar pelos caminhos do humor, o chargista
Francisco Josenilton Veloso era um desconhecido. Campina Grande foi o seu
pedestal para ele conquistar o sucesso e assim, deixar para trás a vida de
sofrimento. "Campina Grande é quem me adotou. Antes de vir morar em
Campina a minha vida era preto e branco - aliás, cinza e branco", conta
sem vergonha.
O nome Shaolin só foi adotado mais tarde numa alusão a uma
arte marcial milenar do oriente. Foi um pedido feito pelo amigo Mica e que se
transformou numa homenagem prestada a um amigo que vivia lutando karatê. No
começo Shaolin resistiu em aceitar o nome, pois era do sertão, e não tinha cara
de brabo, mas depois aceitou. O nome deu sorte, e o humorista passou a dar
golpes certeiros na vida.
Como todo artista em começo de carreira, Shaolin descobriu
que tinha talento para fazer humor se espelhando em um dos seus ídolos. A
chamada do show de Arnoud Rodrigues foi o aviso do sucesso. Sem saber o que o destino
reservava; Shaolin já sonhava em se tornar humorista. "Quando eu ia
trabalhar no Jornal eu já imitava alguns amigos". Até que certa vez alguém
olhou para ele, e o confundiu como sendo o filho de Ronaldo Cunha Lima. O ainda
desconhecido chargista não perdeu tempo, e mantendo o bom humor, se passou por
um dos filhos de Ronaldo. Foi mais além. Disse que Cássio morria de inveja
dele, recorda.
Quando chegou em casa e viu a chamada de Arnoud Rodrigues
logo teve a idéia de imitar Ronaldo. Ele
botou pó no cabelo e fez uma cara de velho em casa no espelho, depois apreciou
o resultado. "Eu olhei e me assombrei. Mas eu não tinha coragem de fazer pra
ninguém", revela. O sucesso era questão de tempo.
Shaolin só decidiu mesmo virar humorista em 1994 quando foi
ao teatro Municipal assistir o espetáculo FEMEAS, dirigido por Saulo Queiroz.
Alias, foi a mãe de Saulo Queiroz que deu o ingresso ao chargista. Ele foi,
assistiu ao espetáculo e se apaixonou pelo teatro. Nunca podia imaginar que um
dia voltaria ao teatro desta vez não para sentar na platéia, mas para brilhar
no palco.
Depois de assistir o espetáculo, Shaolin chamou Saulo
Queiroz e pediu para ele montar um show. O show chamado "Showrisal" -
parafrasiando o antiácido efervescente
contra arisia e má diversão - foi realizado dez dias e depois, no dia 11
de dezembro, e para surpresa de Shaolin, o teatro ficou lotado.
Na época Shaolin imitava o então líder do PT Lula, Ronaldo
Cunha Lima e Lúcia Braga. Durante dez dias que antecedeu sua estréia no teatro
ele ensaiou exaustivamente com Saulo. E a partir daí Shaolin começou a
fazer shows semanalmente, às vezes com o teatro cheio, às vezes com as cadeiras
vazias. Cobrava uma cachê de 75 reais para comprar leite e banda pra minha
filha comer. O começo da carreira também
foi difícil. Shaolin aproveitava as campanhas políticas para mostrar seu
talento. Conheceu a glória dos aplausos, e a frustração da vaia. Certo dia foi vaiado na Vila Forró, e depois recebeu
violenta crítica de uma jornalista do
Diário de Pernambuco dizendo que ele era o pior humorista que ela já tinha visto
na vida. Para a jornalista, Shaolin
jamais seria um humorista como Chico Anísio e Tom Cavalcanti. A crítica
não desanimou Shaolin que só aumentou a sua obstinação de se tornar um vencedor
na vida, e mostrar para todo o país o seu valor. "Eu peguei aquilo ali e
guardei no meu coração - guardei na minha vida - em casa - moldurei e juntei
com a primeira folha que tinha a manchete comigo passando fome quando menino".
Shaolin é contra o candidato inexperiente
Consciente de seu dever como cidadão, o humorista Shaolin
disse que é contra que o candidato com apenas 20 anos concorra ao cargo
público. Política segundo Shaolin, é coisa séria e que requer que pessoas
experientes e preparadas estejam à frente dos poderes tomando decisões que
afetam todo o país. Ele não é contra o voto aos 16 anos, mas acha que para se
eleger deputado, prefeito, ou até mesmo vereador, o candidato deveria ter no
mínimo maturidade.
Falando sério, Shaolin criticou a política brasileira que
segundo ele, continua mergulhada em corrupção. "Eu acho que a política
brasileira é desrespeitosa" detonou. Para ele, na política brasileira tem
muita palhaçada, tem muito vagabundo no lugar de quem gostaria de trabalhar
sério pelo país. O humorista disse que conta nos dedos os políticos que são
sérios e honestos e que merecem credibilidade. Como exemplo de políticos
sérios, ele citou Pedro Simon, Jeferson
Peres e Eduardo Suplici. A Paraíba segundo Shaolin, também tem político de
ótima qualidade, mas que tem seus defeitos, a exemplo do ex-deputado Ronaldo
Cunha Lima.
Questionado sobre a religião, Shaolin criticou os líderes
religiosos de várias denominações que exploram a fé das pessoas, e fazem da
religião um mercado onde se vende tudo, até milagres. Citando uma passagem do
livro de São Tiago, ele lembrou que a religião pura e sem mágoa é visitar a
viúva e os órfãos nas suas tribulações e manter-se incorruptível em relação ao
mundo. Enfático em suas colocações ele disse não tem nenhum apreço pelo
catolicismo, nem pelo protestantismo, nem pelo espiritismo, justamente pelo
fato de existir muito dinheiro envolvido nas religiões. "Mas, eu sou muito
fã das idéias da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Há sabedoria demais, só
faltam praticar mais", admitiu. Ele confessou que sempre procurou evitar brigas religiosas, mas nunca deixou de falar
e falar sobre o nome poderoso de Jesus Cristo. "Esse daí não! Se for pra eu dizer tem ídolo - é
esse" disse.
As preferências do humorista
Como todo Nordestino, Shaolin gosta de
comer arroz, feijão, ovo e charque.
Geralmente mistura tudo com manteiga da terra e come. Ele brinca recordando que
passou 29 anos da sua vida passando fome
e quando ganhou dinheiro, engordou e os
diretores da televisão mandaram emagrecer.
Sobre o amor, ele se declarou muito apaixonado pela vida,
pela esposa, pelos filhos e por todos da família da fé. Para o humorista, o
poder é Deus, e dinheiro só basta o necessário, pois pode levar o homem ao
apego, ao materialismo e o consumo desenfreado.
Em relação ao futebol, ele disse que no passado, na época de
Zico e Roberto Dinamite e Sócrates, a chamada paixão nacional empolgava, mas
hoje virou comércio, e perdeu a graça.
Sobre Campina Grande, o humorista fez uma declaração de
amor. A terra que realiza o Maior São João do Mundo e que virou celeiro de
artista, é sua vida, seu coração, sua Jerusalém. Como hobby, Shaolin gosta de
desenhar e fazer mágicas. Seus filmes preferidos são: Caixa 2, Quase Deuses,
Chaplin, Desafiando Gigantes, O Senhor das Armas, A Paixão de Cristo e Rei dos
Reis. O livro que mais gostou de ler "A Verdade sobre os Anjos".
Sobre a Saudade, ele confessou que sente saudade de Campina Grande, de sua esposa
e dos filhos sempre que está viajando ou em São Paulo. Uma de
suas emoções foi quando recebeu a notícia que o Acelerador Linear da FAP e do
Laureano tinham sido conquistados.
Mesmo tendo ultrapassado fronteiras, vencido importantes
etapas na vida, Shaolin ainda tem sonhos. Ele pretende se tornar um missionário da palavra de Deus. Não um
pregador - pastor de igreja, mas andar
pelo mundo de casa em casa e levar de verdade a palavra que salva, cura e
liberta gratuitamente.
Questionando sobre o que acha do forró, ele disse que a
musica nordestina perdeu muito com a morte de Marinês. Entretanto, a existência
de outras figuras como Alcimar Monteiro, Jorge de Altinho, Assisão, Os Três do
Nordeste, Trio Nordestino, Amazan, Capilé, Flávio José, Santana, Ton Oliveira,
mantém vivo o forró deixado por Luiz Gonzaga. São esses artistas segundo
Shaolin que preservam nossas raízes e a
cultura nordestina.
Sem citar nomes ele criticou algumas bandas de forró que
apelam para a pornografia, usam palavrões e se expõem ao ridículo,
descaracterizando o autentico forró.
"Não há necessidade de sexo explicito de forma fonográfica ou pornofônica
no palco como algumas bandas fazem em seus shows. Bom mesmo é ouvir músicas que
falam de amor" opinou.