Shaolin conquista o Brasil com talento e muito trabalho

20.06.2008

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SHAOLIN E O IMPRESSIONANTE PODER DE FAZER O PÚBLICO RIR

   Quando Shaolin aparece na TV, ou sobe nos palcos, arregala os olhos de chinês imitando o cantor Zezé de Camargo, finge a testa mostrando o lado "safado" do cantor sertanejo Leonardo, ou cria a expressão facial de Ronaldo Cunha Lima, é difícil o público se controlar. O sorriso é quase automático. Shaolin é o tipo de humorista que tem o poder de fazer o público rir com a sua simples presença em palco. A facilidade de criar personagens colocando forma, sentimento e emoção de artistas ou personalidades famosas, é uma das características de Shaolin.

    Humorista completo, de talento apurado, Shaolin tem o dom de contar piadas engraçadas naturalmente, além de cantar perfeitamente fazendo o público muitas vezes o confundir com o artista que ele está imitando.
    Atualmente ele faz 65 personagens nacionais e locais. Entre os personagens que mais tem prazer em fazer e que provocam risos do público, estão Ronaldo Cunha Lima, o deputado Damião Feliciano, os cantores Zezé de Camargo e Leonardo, o presidente Lula, o humorista Chico Anísio e a cantora Joelma da Banda Calypso. Ele garante que 99% dos artistas gostam de suas imitações.

    Uma das proezas criadas por Shaolin, e que recebeu aplausos dos apresentadores Fausto Silva e Carlos Alberto da Nóbrega foi uma paródia inspirada numa das músicas do tenor Luciano Pavarotti. Pouca vezes uma paródia com palavras típicas do Nordeste, fez tanto sucesso no Brasil.

    As aparições na TV, aliás, foram essenciais para a consagração do artista que hoje goza do prestígio dos grandes humoristas do Brasil. Shaolin foi parar na tela da TV graças a um amigo que o viu imitar o cantor Leonardo em "apresentação" feita em frente de um bar campinense em 1997. O público aplaudiu e o amigo também. Empolgado pelos elogios, Shaolin  gravou  uma fita com o amigo Vicente Teles que é compositor do Rio de Janeiro. Vicente teve a liberdade de levar a fita para a produção do Domingão do Faustão. Um outro amigo de Shaolin, conhecido por Brito que era um garçom do restaurante Manuel da Carne de Sol, também teve acesso a cópia da fita, e enviou  para Carlos Alberto de Nóbrega. O apresentador de  “A Praça é Nossa” chamou então Shaolin para ter uma participação na Praça, que na época era exibida aos sábados no SBT. Shaolin  apareceu em rede nacional fazendo o papel de um bêbado. A produção da Praça é Nossa aprovou a participação meteórica do paraibano, e oito meses depois o chamou de volta, desta vez para integrar definitivamente o elenco da praça.shaolin05.jpg

    As portas do sucesso estavam se escancarando. Shaolin ficou três meses no SBT sem contrato até que um dia o apresentador Faustão estava assistindo o programa e mandou chamar o humorista para conversa. "Eu cheguei lá e fiz um teste gravando e Faustão disse que me queria ao vivo. Ai eu suei frio, gelado e quente e logo em seguida recebi a noticia que eu deveria passar no Departamento de elenco do senhor André Dias e na mesma hora veio um crachá na minha mão com um contrato de dois anos com um salário espetacular que eu nunca tinha visto aquilo", recorda Shaolin ainda emocionado. O ano era 1999 e o mês setembro quando Shaolin deu o mais importante golpe de mestre de sua vida.

    Quase dez anos depois, ele relembra com emoção o dia em que assinou o contrato com a Globo. "Naquele  momento me deu vontade de chorar", disse. A alegria foi tanta que Shaolin sentiu uma vontade incontida de pegar o telefone, ligar para a sua casa contando a novidade. Ele havia sido contratado pela Globo e queria espalhar a notícia para toda Campina Grande.

    Depois das primeiras passagens no Domingão do Faustão, Shaolin logo ficou famoso. A Folha de São Paulo em uma de suas manchetes, o chamou de chinês paraibano muito engraçado  que faz páreo com Chico Anísio e Tom Cavalcanti.  A comparação com dois dos mestres do humorismo brasileiro envaideceu Shaolin.  A revista Isto É também publicou reportagem sobre o paraibano, chamando-o de  um humorista genialmente indisciplinado que  da noite para dia se transformou numa celebridade no Domingão do Faustão. Naquele ano, Shaolin passou então a ser usado para alavancar o ibope do Faustão nas tardes de domingo.
    Após ser contratado pela  Rede Globo e aparecer no Domingão do Faustão, Shaolin conheceu de vez a fama e o sucesso. Os shows nos teatros  se tornaram mais freqüentes. As vaias do passado deram lugar a aplausos e risos. Em Campina Grande ele chegou a fazer até 06 shows por temporada, 02 por dia, antes de ir para a Globo. O cachê também havia aumentado.

    Hoje, com a carreira consagrada, Shaolin é humorista do Show do Tom na Rede Record, e contracena com verdadeiros "magos do riso" nacional como Tiririca, Pedro Manso e o inconfundível Tom Cavalcanti.shaolin luz.jpg

  A dureza da infância do senhor do sorriso

  Quem vê o humorista Shaolin sorrindo, esbanjando alegria e sempre de bem com a vida não tem idéia das privações e dificuldades que ele enfrentou no passado. Antes de se transformar em Shaolin, e fazer todo o país sorrir com suas piadas e imitações, Francisco Josenilton Veloso amargou o sofrimento. Vindo de uma família pobre, Shaolin chegou a passar fome. Aos 12 anos, ele saiu na mídia local pela primeira vez, só que numa situação bem diferente de hoje.

    Eram dias difíceis, e de prato vazio, e muitas privações.. Muitas vezes ele acordava com fome e  não tinha sequer café para tomar. No almoço faltava comida, o mesmo acontecendo no jantar. O garoto Francisco Josenilton ia dormir como acordou: com o estômago vazio.

    A dor, a miséria e a vida dura de Shaolin foram traduzidas em uma foto publicada em um dos jornais de Campina Grande. A reportagem intitulada “Familiares de Militar Passam Fome”, mostrava o sofrimento das famílias pobres da cidade e apresentava o garoto pobre, magro e sem muita perspectiva de vida. Estavam na foto além de Shaolin, seus irmãos Josevaldo, Joverlaine e Joseane e sua mãe sentada em uma cadeira de balanço, fumando um cigarro com olhar triste, reinvidicando os seus direitos. Com a ingenuidade peculiar das crianças, Francisco Josenilton sentiu um inexplicável orgulho em ver sua foto no jornal.

    Se hoje, quando já atingiu a fama, conquistou prestígio, respeito e certa estabilidade financeira, Shaolin aparece na TV para fazer o público rir, no passado, ele fez as pessoas chorarem. "Eu me olhei na época no jornal e mesmo com fome, me senti orgulhoso. De qualquer forma eu estou no jornal", revelou o humorista. Por trás daquela aparente ingenuidade havia um motivo maior para fazer aquele garoto pobre e de infância sofrida, sentir orgulho de si mesmo. Ele poderia ter usado a fome, a desgraça, a miséria, como desculpa para enveredar pelo mundo do crime. Mas não. Preferiu tomar outro rumo, e vencer na vida com seu talento e muita força de vontade.

  Filho do policial militar José Veloso e da Assistente Social Elita Lacerda da Silva, Francisco Josenilton, ou simplesmente Shaolin, nunca reclamou da vida. Mesmo no sofrimento, procurava ver nas coisas simples a beleza da vida, e assim,  ter um motivo para sorrir e fazer desabrochar nas pessoas um sorriso ao invés de lágrimas.

  "Até completar 26 anos eu não tinha TV em casa". A única TV onde ele assistia era um aparelho velho e preto e branco emprestada de um amigo. "Então toda minha infância, adolescência e toda minha juventude até 26 anos foi de muito sofrimento. Mas nunca ninguém me viu chorando pelos cantos, pedindo pelos cantos e acima de tudo murmurando - reclamando da vida - que é uma coisa que eu detesto. Eu sou o dono das minhas oportunidades".shaolin06.jpg

  Dificuldades financeiras fizeram Shaolin abandonar estudos cedo

  As dificuldades financeiras impediram Shaolin de avançar nos estudos mas foram decisivas para ele enfrentar com persistência e muita força de vontade as adversidades da vida e se tornar um vencedor. O humorista que estudou  no colégio Raul Córdula e depois no Colégio Alfredo Dantas, teve que abandonar a sala de aula no terceiro ano no CAD, para trabalhar e começar a construir seus sonhos.

  Ele precisava transpor barreiras, conquistar novos sonhos e enfim, ver seus sonhos se transformarem em realidade. Antes de deixar a sala de aula fez um juramento a seus professores e colegas de classe: um dia voltaria realizado e para trabalhar. Ele conta que  abandonou os estudos porque precisava trabalhar para  ganhar dinheiro e assim, ajudar o pai a comprar comida para os irmãos que eram menores.

  A época de colégio foi difícil, conforme relembra o próprio Shaolin sem sentir vergonha. Ele tinha vontade de ir para as festas realizadas no Forrock, mas não tinha condições de comprar o ingresso. Nas vezes que conseguia freqüentar uma festa, tinha que usar a camisa emprestada do vizinho. Só ia calçado com o único e inseparável kichute.

  O maior exemplo de superação e que motivou Shaolin enfrentar os desafios da vida e se tornar um vencedor, foi a sua mãe Elita. Ele revela que sua mãe foi um exemplo de superação. Nela ele procurou se espelhar. Mesmo diante de toda dificuldade, Elita  conseguiu concluir um curso na universidade trabalhando a ferro e fogo, dando prova de que era uma vencedora.

  Shaolin ainda sonha em voltar à sala de aula e concluir seus estudos. Para isso, ele sempre lê muito e vários estilos como: filosofia, romance e história geral. Como o tempo virou adversário, ele só lê nas horas vagas, ou quando está viajando. "E meu desejo é fazer um curso aqui e outro fora do Brasil", revelou.

  Antes ficar famoso e colocar todo o país para rir com suas imitações, Shaolin trabalhou como desenhista, inclusive sendo o responsável pelo desenho do convite de uma das primeiras festas organizadas pelo editor desta revista. O humor já estava correndo nas veias. Ainda muito jovem ele  trabalhou como cartunista, grafista, chargista e caricaturista. Tentou então fazer carreira de cartunista, ou artista plástico, mas depois resolveu investir no sonho de virar humorista de televisão.shaolin01.jpg

  Um desconhecido de Campina que ganhou fama nacional com muita luta

  Antes de enveredar pelos caminhos do humor, o chargista Francisco Josenilton Veloso era um desconhecido. Campina Grande foi o seu pedestal para ele conquistar o sucesso e assim, deixar para trás a vida de sofrimento. "Campina Grande é quem me adotou. Antes de vir morar em Campina a minha vida era preto e branco - aliás, cinza e branco", conta sem vergonha.

  O nome Shaolin só foi adotado mais tarde numa alusão a uma arte marcial milenar do oriente. Foi um pedido feito pelo amigo Mica e que se transformou numa homenagem prestada a um amigo que vivia lutando karatê. No começo Shaolin resistiu em aceitar o nome, pois era do sertão, e não tinha cara de brabo, mas depois aceitou. O nome deu sorte, e o humorista passou a dar golpes certeiros na vida.

  Como todo artista em começo de carreira, Shaolin descobriu que tinha talento para fazer humor se espelhando em um dos seus ídolos. A chamada do show de Arnoud Rodrigues foi o aviso do sucesso. Sem saber o que o destino reservava; Shaolin já sonhava em se tornar humorista. "Quando eu ia trabalhar no Jornal eu já imitava alguns amigos". Até que certa vez alguém olhou para ele, e o confundiu como sendo o filho de Ronaldo Cunha Lima. O ainda desconhecido chargista não perdeu tempo, e mantendo o bom humor, se passou por um dos filhos de Ronaldo. Foi mais além. Disse que Cássio morria de inveja dele, recorda.

  Quando chegou em casa e viu a chamada de Arnoud Rodrigues logo teve a idéia de  imitar Ronaldo. Ele botou pó no cabelo e fez uma cara de velho em casa no espelho, depois apreciou o resultado. "Eu olhei e me assombrei. Mas eu não tinha coragem de fazer pra ninguém", revela. O sucesso era questão de tempo.

  Shaolin só decidiu mesmo virar humorista em 1994 quando foi ao teatro Municipal assistir o espetáculo FEMEAS, dirigido por Saulo Queiroz. Alias, foi a mãe de Saulo Queiroz que deu o ingresso ao chargista. Ele foi, assistiu ao espetáculo e se apaixonou pelo teatro. Nunca podia imaginar que um dia voltaria ao teatro desta vez não para sentar na platéia, mas para brilhar no palco.

    Depois de assistir o espetáculo, Shaolin chamou Saulo Queiroz e pediu para ele montar um show. O show chamado "Showrisal" - parafrasiando o antiácido efervescente  contra arisia e má diversão - foi realizado dez dias e depois, no dia 11 de dezembro, e para surpresa de Shaolin, o teatro ficou lotado.

  Na época Shaolin imitava o então líder do PT Lula, Ronaldo Cunha Lima e Lúcia Braga. Durante dez dias que antecedeu sua estréia no teatro ele  ensaiou exaustivamente  com Saulo. E a partir daí Shaolin começou a fazer shows semanalmente, às vezes com o teatro cheio, às vezes com as cadeiras vazias. Cobrava uma cachê de 75 reais para comprar leite e banda pra minha filha comer.  O começo da carreira também foi difícil. Shaolin aproveitava as campanhas políticas para mostrar seu talento. Conheceu a glória dos aplausos, e a frustração da vaia. Certo dia  foi vaiado na Vila Forró, e depois recebeu violenta crítica de  uma jornalista do Diário de Pernambuco dizendo que ele era o pior humorista que ela já tinha visto na vida. Para a jornalista, Shaolin  jamais seria um humorista como Chico Anísio e Tom Cavalcanti. A crítica não desanimou Shaolin que só aumentou a sua obstinação de se tornar um vencedor na vida, e mostrar para todo o país o seu valor. "Eu peguei aquilo ali e guardei no meu coração - guardei na minha vida - em casa - moldurei e juntei com a primeira folha que tinha a manchete comigo passando fome quando  menino".shaolin03.jpg

  Shaolin é contra o candidato inexperiente

  Consciente de seu dever como cidadão, o humorista Shaolin disse que é contra que o candidato com apenas 20 anos concorra ao cargo público. Política segundo Shaolin, é coisa séria e que requer que pessoas experientes e preparadas estejam à frente dos poderes tomando decisões que afetam todo o país. Ele não é contra o voto aos 16 anos, mas acha que para se eleger deputado, prefeito, ou até mesmo vereador, o candidato deveria ter no mínimo maturidade.

  Falando sério, Shaolin criticou a política brasileira que segundo ele, continua mergulhada em corrupção. "Eu acho que a política brasileira é desrespeitosa" detonou. Para ele, na política brasileira tem muita palhaçada, tem muito vagabundo no lugar de quem gostaria de trabalhar sério pelo país. O humorista disse que conta nos dedos os políticos que são sérios e honestos e que merecem credibilidade. Como exemplo de políticos sérios, ele citou  Pedro Simon, Jeferson Peres e Eduardo Suplici. A Paraíba segundo Shaolin, também tem político de ótima qualidade, mas que tem seus defeitos, a exemplo do ex-deputado Ronaldo Cunha Lima.

  Questionado sobre a religião, Shaolin criticou os líderes religiosos de várias denominações que exploram a fé das pessoas, e fazem da religião um mercado onde se vende tudo, até milagres. Citando uma passagem do livro de São Tiago, ele lembrou que a religião pura e sem mágoa é visitar a viúva e os órfãos nas suas tribulações e manter-se incorruptível em relação ao mundo. Enfático em suas colocações ele disse não tem nenhum apreço pelo catolicismo, nem pelo protestantismo, nem pelo espiritismo, justamente pelo fato de existir muito dinheiro envolvido nas religiões. "Mas, eu sou muito fã das idéias da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Há sabedoria demais, só faltam praticar mais", admitiu. Ele confessou que sempre procurou evitar  brigas religiosas, mas nunca deixou de falar e falar sobre o nome poderoso de Jesus Cristo. "Esse  daí não! Se for pra eu dizer tem ídolo - é esse" disse.shaolin07.jpg

  As preferências do humorista

  Como todo Nordestino, Shaolin gosta de comer  arroz, feijão, ovo e charque. Geralmente mistura tudo com manteiga da terra e come. Ele brinca recordando que passou  29 anos da sua vida passando fome e quando  ganhou dinheiro, engordou e os diretores da televisão mandaram emagrecer.

  Sobre o amor, ele se declarou muito apaixonado pela vida, pela esposa, pelos filhos e por todos da família da fé. Para o humorista, o poder é Deus, e dinheiro só basta o necessário, pois pode levar o homem ao apego, ao materialismo e o consumo desenfreado.

  Em relação ao futebol, ele disse que no passado, na época de Zico e Roberto Dinamite e Sócrates, a chamada paixão nacional empolgava, mas hoje virou comércio, e perdeu a graça.

  Sobre Campina Grande, o humorista fez uma declaração de amor. A terra que realiza o Maior São João do Mundo e que virou celeiro de artista, é sua vida, seu coração, sua Jerusalém. Como hobby, Shaolin gosta de desenhar e fazer mágicas. Seus filmes preferidos são: Caixa 2, Quase Deuses, Chaplin, Desafiando Gigantes, O Senhor das Armas, A Paixão de Cristo e Rei dos Reis. O livro que mais gostou de ler "A Verdade sobre os Anjos".

   Sobre a Saudade, ele confessou que sente saudade de Campina Grande, de sua esposa e dos filhos sempre que está viajando ou em São Paulo. Uma de suas emoções foi quando recebeu a notícia que o Acelerador Linear da FAP e do Laureano tinham sido conquistados.

  Mesmo tendo ultrapassado fronteiras, vencido importantes etapas na vida, Shaolin ainda tem sonhos. Ele pretende se tornar  um missionário da palavra de Deus. Não um pregador - pastor de igreja,  mas andar pelo mundo de casa em casa e levar de verdade a palavra que salva, cura e liberta gratuitamente.

  Questionando sobre o que acha do forró, ele disse que a musica nordestina perdeu muito com a morte de Marinês. Entretanto, a existência de outras figuras como Alcimar Monteiro, Jorge de Altinho, Assisão, Os Três do Nordeste, Trio Nordestino, Amazan, Capilé, Flávio José, Santana, Ton Oliveira, mantém vivo o forró deixado por Luiz Gonzaga. São esses artistas segundo Shaolin que preservam  nossas raízes e a cultura nordestina.

  Sem citar nomes ele criticou algumas bandas de forró que apelam para a pornografia, usam palavrões e se expõem ao ridículo, descaracterizando  o autentico forró. "Não há necessidade de sexo explicito de forma fonográfica ou pornofônica no palco como algumas bandas fazem em seus shows. Bom mesmo é ouvir músicas que falam de amor" opinou.shaolin.jpg

 

 

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