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Brasil perde de 2x1 pra Holanda e fica fora da Copa do Mundo 2010 para tristeza dos brasileiros

02.07.2010

Foto – reprodução!

Entre a tristeza e a procura de uma explicação para a eliminação do Brasil na Copa 2010, encontrei na internet um belo texto do jornalista Wanderley Nogueira para o site Terra e resolvi reproduzi-lo para meus leitores.

 A Seleção “operação padrão” já está voltando para a casa.  A Seleção “operação padrão” já está voltando para a casa. Operação padrão no futebol, como sabemos, significa exercer corretamente a sua função para punir… O futebol! Ao invés de interromper sua atividade, a Seleção “operação padrão” trabalha de maneira detalhista. E isso deixa o trabalho demorado, arrastado. Percebeu? A Seleção “operação padrão” trabalhou certinho, mas jogando futebol, isso é pecado. O time deveria ter agilidade, criatividade, molejo, cintura, mas optou pela obsessão de só pensar em ganhar. Esqueceu dos detalhes com qualidade. Ela é a que faz a diferença. Foi exageradamente burocrática e não levou à campo o tão sonhado jeito brasileiro de jogar futebol. O interessante é que todo mundo estava vendo a Seleção “operação padrão”, mas fingia que não enxergava… Ah! é a nova maneira de se jogar futebol, diziam os muitos entendidos. Perceba, essa é a tendência daqui pra frente, afirmavam os vários especialistas. Claro que não há nada terrível com as mudanças. Elas acontecem, devem acontecer. Mas é preciso refletir profundamente antes de começarmos novos rumos. Não é de hoje que o futebol brasileiro está abraçando a “operação padrão” sob os aplausos da maioria. E ao longo das últimas semanas, muitos dos comentários dos leitores revelaram a satisfação com “essa nova maneira de jogar “. É um direito. Todos vimos a Seleção jogando, cumprindo suas obrigações, enclausurada, bem alimentada, com os bons moços de sempre e alguns recuperados de pecados anteriores. Nada de bagunça, estranhos, nem pensar, e o professor Dunga mostrando que é um excepcional “operário padrão “. Sabe aquele que jamais será demitido por ousar? Sabe aquele que nunca perderá o emprego por uma ação atrevida, arrojada? Assim é o professor Dunga, como treinador de futebol. Na chamada operação padrão, os trabalhadores cumprem apenas as atribuições em lei. Se fossem agentes de trânsito, seus carros só sairiam à serviço, somente com todos os equipamentos em condições de uso; se fossem policiais só deixariam a delegacia para agir apenas com ordem assinada pelo delegado. Essa foi a Seleção Brasileira de futebol. Não pode ser acusada de irresponsável, de um grupo onde faltou profissionalismo, de uma delegação do barulho… Nada disso. Nem quando enfrentou adversários sem expressão no esporte, conseguiu provocar entusiasmo. Foram raros os momentos em que o torcedor lamentou o encerramento de uma partida. Mas a Seleção “operação padrão” fez tudo certinho. Nem pra cima, nem pra baixo… Só não conseguiu criar, inventar, descobrir, revelar, fascinar e encantar. Coisas que não estão nas regras de “um futebol sério” mas, obviamente, são decisivas. Até 2014.Wanderley Nogueira – site Terra.